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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Justiça autoriza venda de usinas do grupo JL para pagar credores

A assembleia de credores da massa falida da Laginha Agroindustrial S/A, realizada em 17 de julho passado, em Coruripe, aprovou a venda de ativos do grupo JL para o pagamento  de credores. A dívida total é estimada em R$ 2,1 bilhões. São mais de R$ 120 milhões somente de dívidas trabalhistas e quase R$ 1 bilhão devido em impostos ou a bancos  oficiais.

Na Assembleia, os administradores judiciais apresentam a avaliação de alguns ativos que devem ir a leilão nos próximos meses: o escritório central da Laginha, na praia de Jacarecica em Maceió, avaliado em R$ 15 milhões; a usina Laginha, de União dos Palmares, avaliada em R$ 317 milhões e a usina Guaxuma, de Coruripe, avaliada em mais de R$ 900 milhões.

Em Alagoas a massa falida do grupo tem cerca de 46 mil hectares de terras e três unidades industriais, além de outras empresas. O plano seria vender as usinas Laginha e Guaxuma, mantendo no grupo a Uruba.

A venda dos ativos nunca foi adiante porque as decisões da assembleia de credores dependiam da homologação do juiz da comarca de Coruripe, doutor Mauro Baldini.

Agora, a decisão ao que parece  foi finalmente homologada. É o que pode se deduzir do despacho feito pelo juiz, publicado nesta sexta-feira, 17. O dr. Mauro Baldini fixou a remuneração dos administradores judiciais em 3% do valor da venda dos bens da massa falida. Ao fixar a remuneração, o juiz confirmou, na prática, a autorização da venda dos bens da Laginha.

Veja trecho da decisão:

“No que se refere ao requerimento formulado pelo Administrador Judicial, Dr. Carlos Benedito L. Franco Santos e pelos Gestores Judiciais, Dr. Felipe Olegário de Souza e X INFINITY Invest. Acessória Empresarial Ltda., todos da Massa Falida da Laginha Agroindustrial S/A, às fls. 26.474/26481 dos autos, também é importante ressaltar que, como os mesmos afirmaram, há uma alta complexidade nos autos, com inúmeros credores, havendo a continuidade provisória das atividades, com um colegiado de gestão judicial, uma amplitude no patrimônio, levando a exigência de bastante zelo e responsabilidade, devido aos elementos complexos envolvidos, com suas peculiaridades, exigindo uma dedicação especial do Administrador Judicial e dos gestores judiciais, para efetividade legal.

Frise-se o fato de que o Administrador Judicial, juntamente com os gestores judiciais, estão requerendo o percentual de 5% ( cinco por cento) do valor de venda dos bens da massa falida, montante este que ao final será rateado entre os mesmos.

Porém, é importante salientar que, em conversa informal juntamente com o MM Juiz desta Comarca, foi realizado um acordo aonde ficaria determinado um percentual de 3% ( três por cento) do valor da venda dos bens da falida, a título de Honorários ao Administrador Judicial e Gestores Judiciais, abatidos de todas as rendas que os mesmos já obtiveram durante o transcorrer da falência, a ser rateado ao final. … O processo em tela é assaz complexo, envolvendo vultosa quantia, cuja cifra gira em torno de 2 (dois) bilhões de reais, pelo que em atenção aos Princípios da Razoabilidade e Proporcionalidade, o quantum mencionado pelo Ministério Público deve ser fixado. Em virtude do exposto, encampo o parecer ministerial e nos termos do artigo 24 da Lei 11101/2005 DEFIRO PARCIALMENTE o pedido de fls. 26474/81 , pelo que arbitro honorários ao Administrador Judicial, Dr. Carlos Benedito L. Franco Santos e aos Gestores Judiciais, Dr. Felipe Olegário de Souza e X INFINITY Invest. Acessoria Empresarial Ltda., no percentual de 3 % (três por cento) do valor de venda dos bens do falido, igualmente distribuídos entre si, abatidos de todas as rendas que os mesmos auferirem durante o transcorrer da falência, a ser rateado ao final”. Mauro Baldini Juiz(a) de Direito

Fonte: Edivaldo Junior é jornalista, colunista da Gazeta de Alagoas e editor do caderno Gazeta Rural

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Ser professor nos dias de hoje - Por Juliana Albuquerque*

Os avanços tecnológicos e as frequentes e intensas mudanças nos últimos tempos acarretaram impactos em diversas áreas, inclusive no âmbito educacional, onde observa-se o nascimento de um novo papel do professor, mais acessível e mais comprometido com o aprendizado. No entanto, observa-se também, que o cenário político do país ainda não o priorizou com coerência oferecendo condições que promovam sua formação contínua e valorize sua missão.

Alguns paradigmas foram quebrados em meio a tantas mudanças, um deles é de que o professor é o único que detém o conhecimento e que pode disseminá-lo em sala de aula. A relação de autoridade professor e aluno, que antes permeava o ambiente educacional, deixa de existir. O docente passa a ser reconhecido e respeitado por aquilo que sabe e que consegue fazer com que o estudante aprenda; e não por hierarquia. Diante disso, o professor passa a ser mais próximo do aluno, o enxergando em sua integralidade, levando em consideração seus traços como pessoa. Esta valorização da pessoa humana deixou a prática educacional com mais significado, pois o professor passa a olhar para seus alunos como pessoas individuais com necessidades diferentes e particulares, com isso nasce a necessidade do professor desenvolver em si próprio o olhar integral e humano para educar.

Além da formação específica o professor também deve buscar desenvolver-se na interdisciplinaridade, buscando dar sentido ao aprendizado dos alunos por meio da interação com as demais disciplinas. O modelo retrógrado de divisão das disciplinas em que uma não se conectava com a outra e o aluno perguntava-se pra que estaria aprendendo aquilo e quando ia usar, deixa de existir. O bom professor, comprometido com seu aluno, se esforça para que o aprendizado seja prático e repleto de significado, relacionando com as experiências do aluno.

Frente ao novo papel, o professor que já luta com salários defasados, péssimas condições de infraestrutura e apoio pedagógico para exercer sua prática profissional, encontra desafios ainda maiores. O que vemos hoje são professores se desdobrando para trabalhar, muitas vezes, em três turnos diferentes para conseguir obter o mínimo para sustentar suas famílias, não conseguindo ter tempo ou recurso financeiro para investir em sua própria formação.

A violência, que tem crescido também dentro da sala de aula, tem desanimado muitas pessoas a seguir carreira acadêmica. Durante as campanhas eleitorais ouvimos dos candidatos o quanto a educação é importante, no entanto o que observamos é uma realidade muito distante do discurso. O educador merece ter condições que oportunizem exercer a nova missão comprometida com o aprendizado do aluno e com a formação de pessoas e profissionais. O educador merece um governo que valorize seu papel formador para que a nação possa estar preparada para fazer escolhas coerentes com seus valores e deixe de ser manipulada por alguns que priorizam seus próprios interesses.

Mas, apesar de todas as dificuldades, o amor e o orgulho pela profissão fala mais alto. Porque ver uma criança ou um adulto se preparando para enfrentar um mundo, graças à sua dedicação, é perceber que ser educador vai além das quatro paredes, e o saber excede o ensino da leitura e da escrita.

Parabéns ao professor por seu dia! Que Dom Bosco inspire sua prática educacional para que, além do conhecimento técnico, seja repleta de amor.

*Juliana Albuquerque - Psicóloga, Coach, professora e coordenadora da Extensão Universitária da Faculdade Canção Nova.

Agenda do blog


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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Ser um bom professor demanda atenção na sala de aula!

Matemática é uma disciplina pouco amada por estudantes. Quase sempre, professores dessa matéria acabam tendo bastante dificuldade para fazer os alunos gostarem de aprender sobre os números. Por isso, é importante que o educador fique atento aos sinais e se suas aulas estão sendo eficazes.

1 – Falta de iniciativa
Se nenhum dos seus alunos não tem o costume de tirar dúvidas e nem tomar a iniciativa de aprender algo mais profundo, talvez as suas aulas sejam tediosas e desinteressantes para eles. Por isso, crie planos de aulas que incentive a troca de ideias e a curiosidade.

2 – Fórmulas

Apesar das fórmulas serem uma parte essencial para qualquer disciplina da área de exatas, alunos que só se interessam pelas fórmulas e não pela lógica em si dos exercícios são um mau sinal. Isso mostra que eles não se interessam em entender o funcionamento do conceito matemático.

3 – Desatenção
Seus alunos ficam o tempo todo, em todas as aulas, mexendo no celular ou fazendo exercícios de outras disciplinas? Um pouco de desatenção é normal, entretanto, se isso é comum nas suas aulas, talvez seja hora de utilizar uma didática diferente.

4 - Desistência
Matemática é uma matéria difícil e, por isso, necessita de muita dedicação para aprender novos conceitos e fazer exercícios complexos. Se nenhum dos seus alunos demonstra a motivação necessária para resolver as questões que você propõe, algo está errado com as suas aulas.

Matemática é uma matéria difícil e, por isso, necessita de muita dedicação para aprender novos conceitos e fazer exercícios complexos!
 
Lembrando que você leitor/amigo pode entrar em contato comigo através do Facebook, AQUI na comunidade do blog e AQUI, onde vocês encontram conteúdo exclusivo e, ainda, pode me seguir no Twitter no @jmarcelofotos

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Dependentes químicos de União dos Palmares participam da I Mostra de Artes Acolhe Alagoas

Um evento inusitado com a participação de dependentes químicos em recuperação nas comunidades acolhedoras e terapêuticas credenciadas pelo Projeto Acolhe Alagoas ocorrerá no próximo dia 16 deste mês. Trata-se da I Mostra de Artes Acolhe Alagoas (I MAR), com exposição de artes visuais e espetáculo de música e teatro, a partir das 14h, no Teatro Deodoro.

A realização do evento é resultante do programa de formação permanente desenvolvido e executado há oito meses pelo Centro de Educação Profissional e Superior Santa Maria Madalena (Cenfap), em parceria com a Secretaria de Estado da Promoção da Paz (Sepaz), junto às comunidades acolhedoras, com a proposta de fomentar a prática da arterapia na rotina das atividades das comunidades, bem como contribuir para o êxito do processo terapêutico de mais de 1.600 acolhidos, por meio dos valores artísticos encontrados entre eles.


“A arte, além de promover a manifestação de ideias e de sentimentos, é, assim como a prática esportiva, uma forma de promover a recuperação da dependência química. Por isso, apoiamos essa iniciativa, que vem se somar a outras que já desenvolvemos no Projeto Acolhe Alagoas”, enfatizou o secretário de Estado da Promoção da Paz, Adalberon Sá Júnior.


A I Mostra de Artes Acolhe Alagoas (I MAR) reunirá pessoas de 12 comunidades acolhedoras num espetáculo coletivo montado com conselheiros, monitores e adictos (compulsivos) escolhidos pelas comunidades Casa Betânia e Dom Bosco (Maceió), Inovi (Rio Largo), Dona Paula e Nova Vida (Arapiraca), São Paulo Apóstolo (Coité do Nóia), Shalon (São Miguel), Gênesis (Campo Alegre), Nova Jericó e Yobel (Marechal), Bom Samaritano (Penedo) e Rosa Mística (União dos Palmares).


Na exposição de artes visuais serão apresentados trabalhos de escultura, pintura, fotografia, vídeo, desenho e artesanato. Na música, canto individual, canto coral e grupo instrumental ou individual. Nas artes cênicas, apresentação individual ou em grupo.


Todas as atrações artísticas serão de livre escolha das comunidades. Nas composições musicais, será dada preferência às músicas compostas por alguém da comunidade. A mostra não será competitiva, portanto, todas as comunidades participantes receberão troféus de participação no evento.


Ao final da mostra uma das comunidades será selecionada para receber um prêmio surpresa, por atender aos critérios de assiduidade, dedicação e empenho dos monitores, conselheiros, coordenadores e gestores aos trabalhos ou atividades orientadas pela Equipe de Arte do Cenfap, durante o período de formação.


SERVIÇO
Evento: I Mostra de Artes Acolhe Alagoas – I MAR
Data: 16 de outubro de 2014 (quinta-feira)
Local: Teatro Deodoro
Hora: 14 horas

União dos Palmares recebe oficinas sobre o Prêmio Cultura Hip Hop

Nos dias 14 e 16 de outubro, duas cidades nordestinas, uma em Alagoas e outra em Pernambuco, receberão oficinas sobre o Prêmio Cultura Hip Hop 2014, lançado pela Fundação Nacional de Artes – Funarte, em parceria com a Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC). Nas ações, a Funarte vai tirar dúvidas dos interessados em concorrer no edital.

A primeira oficina será realizada na cidade de União dos Palmares (AL), no dia 14, terça-feira, às 14h na sede da Representação Regional da Fundação Cultural Palmares, em Alagoas. Na ocasião, estarão presentes as lideranças do hip hop local. O segundo encontro será no Recife (PE), no dia 16, quinta-feira, às 15h, no auditório da Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura. As ações tem entrada gratuita e são abertas à participação de qualquer pessoa. Elas contarão com a presença do representante da Funarte na Região Nordeste, Naldinho Freire.

O Prêmio Cultura Hip Hop 2014 foi lançado em 25 de agosto de 2014 e, recentemente teve seu prazo de inscrição prorrogado para o dia 19 de outubro. Em sua segunda edição, vai selecionar 170 iniciativas culturais inéditas com prêmios no valor de R$ 14,3 mil a R$ 20 mil.

O edital tem por objetivo divulgar, valorizar e contribuir para o desenvolvimento sociocultural do hip hop e poderá premiar projetos de composição, arranjos, shows, vídeos, discos, arquivos audiovisuais, sítios de internet, revistas, pesquisas, seminários, palestras, oficinas, entre outras ações.

As oficinas
Várias oficinas sobre o Prêmio Cultura Hip Hop 2014 vêm sendo realizadas, visando a mobilização dos interessados e a divulgação do programa. As ações já alcançaram as regiões Norte e o Rio de Janeiro, além do Nordeste. Abaixo, leia mais sobre as oficinas que já ocorreram no Recife (PE), Maceió (AL) e Natal (RN) – matérias extraídas do blog Cultura Digital (Fonte: Centro da Música da Funarte).

Oficinas sobre o Prêmio Cultura Hip Hop 2014
Região Nordeste

União dos Palmares – Alagoas
14/10/2014, terça-feira, a partir das 14h
Local: Sede da Representação Regional da Fundação Cultural Palmares
Rua Antonio Honorato da Silva, 236 – Centro
União dos Palmares (AL)

Recife – Pernambuco
16/10/2014, quinta-feira, a partir das 15h
Auditório da Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura
Rua do Bom Jesus, 237 – Bairro do Recife

Mais informações
Sobre oficinas no Nordeste
Naldinho Freire – Representante da Funarte na Região Nordeste
reinaldofreire.naldinho@funarte.gov.br

Sobre o edital e oficinas em outras regiões Fundação Nacional de Artes – Funarte
Centro da Música
cemus@funarte.gov.br

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Procura-se

Procura-se José Nunes da Silva

Contatos: 
82: 9902-1403 Valdeci Nunes
81: 9556-5300 Rafael Nunes

O que é ser PROFESSOR? Por Maria Elizabete

Conhecendo essa profissão como conheço e de fato muito bem, posso sem dúvida alguma me expressar com propriedade naquilo que digo, sinto e vivencio cada vez que entro em sala de aula. De acordo com a origem, a palavra professor deriva do latim professum, que por sua vez vem do verbo profiteri: "declarar perante um magistrado, fazer uma declaração, manifestar-se; declarar em alto e bom som, afirmar, assegurar, prometer, protestar, obrigar-se, confessar, mostrar, dar a conhecer, ensinar, ser professor" (Houaiss).
 
Mesmo com uma infinidade de significados, cada docente cria sua própria definição que é aprimorada nos momentos de interação com os discentes, com as mudanças cotidianas, com a violência, com a tecnologia entre muitos outros fatores que altera o sentido do ser professor. Com isso o mestre precisa está cada vez mais preparado, se identificar com a profissão, trabalhar com amor e não por amor, acompanhar o desenvolvimento tecnológico, o novo ritmo dos estudantes tendo consciência que é um profissional polivalente e o único que forma todos os outros profissionais. 
 
É alguém que luta diariamente pra fazer um mundo melhor, mais humano, crítico, responsável, que acredita na mudança, na conquista, na esperança, na força dos educandos em busca de uma saída para esta realidade que massacra e diminui os menos favorecidos. É ser um eterno estudante, psicólogo, advogado entre muitos outros profissionais incorporados pela necessidade de resolver um problema do outro, que por hora assumimos com voracidade para defendermos aquele por quem damos o melhor da nossa profissão.
 
Ser professor é ser um profissional sempre em construção, em aperfeiçoamento contínuo, infinito, um eterno aprendiz que constrói, desconstrói e reconstrói, que ensina e aprende, que é transmissor e receptor de preceitos, que é professor e aluno ao mesmo tempo... Portanto, não há um professor igual a outro, cada um é único, significativamente ele será outro sempre que assumir nova turma, que conhecer novos alunos e assim vai se adaptando, se moldando e construindo o futuro.