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quinta-feira, 5 de maio de 2016

Cursinho Pré-Vestibular Popular da PJMP... É gratuito!

Ainda estamos fazendo matrículas esta semana, de segunda a sexta, das 8h30 às 11h, na salinha da PJMP que fica na Igreja Matriz de Santa Maria Madalena (perto de Taís Color) é só levar: Atestado de Conclusão do Ensino Médio em Escola Pública; 1 foto 3x4; Cópia do RG; 1kg de alimento e R$ 5,00 (Taxa única). 

As aulas acontecerão no Centro Comunitário São Sebastião no Bairro Roberto Correia de Araújo, das 19h às 21h40, todas as terças, quintas e sextas e algumas segundas-feiras. 

A Aula Inaugural será dia 16 de maio, às 19h, no Centro Comunitário São Sebastião. 

Matricule-se!!! 

O Cursinho é gratuito e com professores voluntários.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

MPF-AL propõe ação contra prefeito de União dos Palmares, Beto Baía

O Ministério Público Federal em Alagoas (MPF-AL) propôs uma Ação Civil Pública por improbidade administrativa contra o prefeito de União dos Palmares, Beto Baía (PSD), que está afastado do cargo pela terceira vez por decisão da Justiça.

Nessa ação, que é a primeira de duas propostas pelo órgão federal, o prefeito deve responder por fraudes detectadas no uso de verbas federais para a Educação. A segunda ação tratará de irregularidades na Saúde e Previdência.
A reportagem do G1 tenta contato com o prefeito, para comentar as ações propostas pelo MPF.

Segundo o MPF, optou-se por separar as ações por conta do alto número de problemas detectados também pela Controladoria Regional da União em Alagoas (CRU-AL).

A primeira das ações foi proposta em abril deste ano, e nela constam os nomes de 26 pessoas, que estariam envolvidas em fraudes a notas fiscais de serviços que nunca foram executados, pagamentos realizados à empresa de um servidor do município e quatro contratações que beneficiaram o Instituto Prisma de Desenvolvimento Humano (IPHD), com direcionamentos e sobrepreços.

O MPF afirma ter encontrado provas de que Beto Baía e o ex-secretário de Educação Ricardo Leão Praxedes lideraram um esquema de fraudes na emissão de notas fiscais, de direcionamento em contratações e desvios de recursos públicos federais em União.

Em um dos casos, continua o MPF, uma nota fiscal havia sido emitida antes de ter sido autorizada, para o transporte de várias pessoas em uma motocicleta. Em outro caso, foram encontradas várias notas fiscais relativas à construção de banheiros que nunca foram levantados.

Caso a ação seja julgada válida pela Justiça, os citados, incluindo o prefeito, responderão pelos danos causados e também estarão sujeitos às sanções da Lei de Improbidade Administrativa, que incluem desde o pagamento de multa pecuniária, perda da função pública e suspensão dos direitos políticos.

Em meio à Irinéias... Por Rodrigo Ambrosio


Impressões e alucinações por Rodrigo Ambrosio.

Em seu verbete, o alagoano Aurélio sentencia: ar.te.são sm. 1 · ARTISTA. 2 · Indivíduo que exerce por conta própria uma arte, um ofício manual.

A profusão de saberes e tipologias é a grande marca do artesanato alagoano. Sua produção, sem as regras da reprodução, muitas vezes recebe a chancela de arte popular, obra-prima, peça única. E com honras, já que são muitos os artistas que produzem e transmitem o seu saber, verdadeiros mestres de ofício, mestres artesãos.

Seja por meio de herança cultural étnica e histórica ou por aguçada curiosidade contemporânea, seja por necessidade cotidiana ou por involução tecnológica, o fato é que o acervo vivo em Alagoas e suas competências manuais devem ser exaltados em terra, além mar e por gerações.

Artefatos que estão por toda à parte, para o corpo e para a mente, sobre ou longe das prateleiras. Basta olhar para as águas e ver jangadas, tetéias, canoas, redes, caiçaras... Ou para terra e ver chapéus de guerreiro, varais, pilões, potes, ex-votos, cuias, cestos, ganzás... Motes para a escrita dos nossos literários de riquezas feitas à mão. Olhar para Alagoas é enxergar um Brasil concentrado, um amálgama do Nordeste.

No calendário brasileiro e no mundo o dia 19 de março homenageia o Dia do Artesão. Uma labuta diária que tem nesta data a sua importância venerada.

Em território alagoano a data se transformou em semana, a Semana do Artesão de Alagoas, a primeira, é verdade. Momento transformador.

Sinto-me honrado em fazer parte deste momento, desta verdadeira missão. Indo e vindo confirmo a minha vocação em aprender com a sabedoria de minha terra natal, Alagoas. Conceituei e criei a cenografia da nossa primeira Semana do Artesão com o mesmo empenho e paixão com que crio as minhas peças. 

Em meio à Irinéias, Joões, Bilros, Aberaldos, Marinheiras, Zezinhos, Ouricuris, Marinalvas, Dedés, Rendendês, Arlindos, Pedrocas, Taboas, tantas outras e Filés, quem foi ao Memorial à República entre os dias 17 e 22 de março de 2016 transpirou inspiração, e respirou o mais puro e genuíno artesanato alagoano.

Avante!

terça-feira, 3 de maio de 2016

"Conviver com ataxia não é fácil e só quem está passando por isso sabe o que digo" Olívia de Cássia

Boa noite, diário, depois de algum tempo sem me comunicar com você, volto a interagir para falar de mim, do que se passa na minha cabecinha inquieta e de como estou vivendo.  Queria dizer que não estou passando um momento maravilhoso na vida, mas que estou tentando dar um novo significado a ela.

Conviver com ataxia não é fácil e só quem está passando por isso sabe o que digo. Ataxia é uma doença rara e hereditária, de fundo neurológico, causada por genes defeituosos que se transmitem de uma geração à seguinte.

Dizer que os primeiros sintomas são dificuldades com equilíbrio e coordenação, depois com a fala e deglutição, e, finalmente, problemas respiratórios.  Já fui aconselhada a procurar um fono. Diferente de algumas pessoas que têm o problema, eu sinto muitas dores nas pernas e enxaqueca crônica. 

Os portadores desse problema tornam-se  incapacitados, aos poucos,  e vêm a precisar da ajuda de outras pessoas. Enquanto o cérebro trabalha na velocidade normal, o corpo responde em câmara lenta. Ninguém conhece ainda a causa básica da doença, que não tem cura.

Por isso mesmo sabemos que vamos precisar de apoio e solidariedade, sem pieguice, de todos. A gente sabe disso, mas procuramos viver o que nos resta de maneira leve, embora muitos portadores da doença se tornem revoltados e chegam a cometer suicídio, como vários que aconteceram na minha família. 

Nasci e me criei na cidade de União dos Palmares, onde meu pai era comerciante e minha mãe uma dona de casa, vindos da roça, para tentar a vida no lugar, muito mais pela vontade e teimosia da minha mãe, porque se não fosse por ela, meu pai tinha continuado na roça. 

Meu pai se criou órfão de pai e de mãe, primo legítimo da minha mãe, e embora meu avô materno tenha sido senhor de engenho, acabou a vida sem nada, porque vendeu as terras a preço miúdo, para cuidar de sobrinhos órfãos. 

Meu avô Manoel Correia Paes e minha avó Olívia Maria Vieira de Siqueira, que quando casou passou a se chamar Olívia Maria de Siqueira Paes, criaram os filhos com muito sacrifício. Cresci ouvindo as histórias da minha família, cujos membros alguns tinham posse de terra e outros não. 

Aprendi com meu pai, minha mãe e meus avós que mais vale a gente deitar e dormir tranquilamente com a cabeça no travesseiro, do que viver com insônia por causa de coisa mal feita ou de dinheiro ilegal. Ensinamentos singelos, de pessoas simples, mas de caráter. 

Na minha família foram vários membros que tiveram ou ainda têm ataxia, porque estão vivos, segundo o relato de um familiar, já se foram quase 80 vítimas dessa doença, que era conhecida em nosso núcleo familiar como a maldição da família. 

Alguns tiveram fins trágicos e outros tiveram a sorte de ser acompanhados pelos familiares até o fim, como no caso do meu pai e meu irmão… Comecei a sentir os sintomas nem sei mais dizer quando foi e fui associando ao que meu pai viveu. 

Sei e tenho consciência das limitações que terei daqui por diante. Não é fácil sair de  casa sem companhia e de ônibus. Cada dia o transporte tem que ser o táxi e isso tudo encarece. O tratamento é paliativo, mas continuo na fisioterapia. 

Muitos médicos ainda não conhecem essa doença até às vezes nos descontrolamos quando começamos a fazer relatos e os médicos não conhecem ou dão outro diagnóstico. Mas só vim ter a comprovação médica, por meio do mapeamento genético este ano, com ajuda dos amigos, mesmo já sabendo qual seria o resultado. 

Quando comecei  a apresentar marcha cambaleante, desejava que as pessoas soubessem que não estava bêbada nem drogada, mesmo eu gostando de beber socialmente. Eu quero comandar os membros superiores ou inferiores, mas as pernas, principalmente, já não obedecem à mensagem.

Mas como bem dizem alguns portadores “Ataxia não é coisa do outro mundo”. Isso ajuda a descontrair um pouco e lembro do meu pai que era um  homem engraçado e gostava de dizer emboladas, feito literatura de cordel. 

Estou procurando seguir os exemplos que seu João me deu e não vou decepciona-lo. Um homem de caráter, caridoso e sempre disposto a ajudar a quem era necessitado. Eu não me furto a falar do meu problema, diferente de alguns membros da minha família. 

Por qual motivo eu vou ter vergonha disso, se herdei e tenho que conviver com as limitações que vão surgindo e tentar sobreviver até quando Deus permitir. Dá para perceber que já não dá para acompanha as pessoas para alguns programas. 

Estou tentando ser positiva e encaminhar sempre uma mensagem de amor e paz. Não é fácil e não posso dizer que estou vivendo meus melhores dias, mas que ainda é possível acreditar em um mundo melhor, embora cada dia fique mais difícil. Boa noite.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Escola Antonio Gomes de Barros realiza gincana e arrecada 4.202 garrafas pet para construção de horta escolar

Na tarde desta segunda-feira, 02, funcionários, alunos, professores, direção e convidados da Escola Municipal Dr. Antonio Gomes de Barros participaram da Gincana Ecológica Semente da Mudança, com a finalidade de conscientizar toda comunidade escolar para um olhar mais apurado sobre o meio ambiente e para arrecadação de garrafas pet. 

"Toda comunidade escolar está de parabéns, conseguimos 4.202 garrafas pet para dar um pontapé na realização da nossa horta escolar", disse a coordenadora Cleonice da Silva. "Os estudantes ainda arrumaram garrafas maiores de amaciantes e de limpeza para confeccionar material para ser utilizado na terra", completou. 

Nas apresentações os alunos orientados por seus professores, vimos que eles confeccionaram vassoura, carrinho para lixo, pás e vários tipos de regadores que irão ajudar na preparação/manutenção da horta. "Vamos dar início na preparação da terra dia 14 de maio, já estamos com a terra preta aqui na escola", falou a vice-diretora Rose Santos. 

A cada apresentação das paródias que remetia à conscientização para cuidar melhor da natureza, o alunado ia aplaudindo os colegas e ficava a expectativa de quem iria levar o primeiro lugar na gincana. 

Em sua fala, a diretora geral, Verônica Cândido, agradeceu o empenho de todos na realização da gincana e mencionou o quanto a união de todos na escola estava refletindo nas boas ações que a instituição vem realizando. 

Estiveram presentes Cidinha Lopes e Madalena Soares da Sala Verde Quilombo dos Palmares e Isabel Campos técnica da SEMED. Ao tempo que agradecemos aos ambientalistas do Projeto União Ambiental pela assessoria e parceria.

 
Equipe vencedora da gincana 9 ano "A", ao lado dos professores Jussan Gonçalves e Márcio Roberto
Isabel Campos, Cidinha Lopes, Rose Santos, Verônica Cândido, Madalena Soares, Cleonice da Silva e Sandra Vieira 

Escritor e poeta palmarino Jorge de Lima é homenageado pelos conterrâneos

 
Aconteceu na última sexta-feira, 29, uma linda homenagem ao "Príncipe dos Poetas" o autor Jorge Mateus de Lima, o evento aconteceu na Casa de Cultura que leva seu nome localizada na Praça Basiliano Sarmento.

A comemoração faz parte do aniversário do poeta que aconteceu dia 23, "Toda exposição que estamos vendo hoje, são trabalhos feitos por Jorge de Lima e de outros artistas de União dos Palmares, como de alunos aqui do município" disse ao blog a professora/poetisa Raquel Santos.

"Estamos abrindo as portas da biblioteca para a comunidade, já que a mesma é um local de informação, pesquisa e conhecimento, temos um acervo grande e o espaço sempre estar em movimento" completou Raquel.

A coordenadora geral da biblioteca, Maria Edileuza de Almeida e demais funcionários que trabalham no local, foram felizes na escolha do dia do evento. As homenagens se deram em plena feira-livre onde feirantes e consumidores prestigiaram as músicas, os poemas, peças, paródias e todas as ações desenvolvidas para o conterrâneo famoso.

Há nove anos à frente da biblioteca a professora Edileuza fez um balanço do projeto e pela felicidade dos presentes as homenagens terão continuidades uma vez por mês. "Fora os diversos títulos que são apreciados pela comunidade, vejo as pessoas fazendo amizades entre uma leitura e outra" comentou.

Em sua fala a diretora de gestão Goretti Galvão, disse que estava feliz pelo momento e fez questão de mencionou que a cidade de União tem outros espaços de leitura a exemplo das bibliotecas da Sala Verde,  da Unidade SESI Indústria do Conhecimento Dr. Duerno Wanderley de Melo e na Biblioteca Municipal Maria Mariá. 

Estiveram presentes Bruno Praxedes, secretário de educação, Alexandre Tenório da Comunicação , Das Neves diretora da escola José Correia Vianna, Cidinha da Sala Verde, a cantora Mayara Raquel, Claudete Monteiro, Márcia Suzana, entre outras professoras.

Fundada em 1955 pela historiadora palmarina, Maria Mariá, a biblioteca Municipal Dr. Jorge de Lima, compõe o Departamento de Biblioteca Escolar da Secretaria Municipal de Educação (DBE/SEMED). A Biblioteca Municipal Dr. Jorge de Lima, funciona os três horários, de segunda-feira à sexta-feira, das 08h00min às 21h00min.
Que venham as próximas homenagens!