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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Sedetur promove inscrições para o Pronatec Voluntário em União dos Palmares

Em parceria com a Prefeitura Municipal, equipe técnica realiza pré-matrícula na cidade nos dias 1º e 2 de março

Com o intuito de capacitar os jovens e adultos para o mercado de trabalho, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) promove inscrições para os cursos profissionalizantes a distância (EAD) do Pronatec Voluntário em União dos Palmares, nos próximos dias 1º e 2 de março.

As inscrições serão feitas na sede da Prefeitura de União dos Palmares. Pode se inscrever qualquer pessoa acima de 15 anos que concluiu ou esteja cursando o ensino médio. Os documentos necessários são cópias da Carteira de Identidade (RG), Cadastro de Pessoa Física (CPF), comprovante de residência, comprovante de escolaridade e e-mail. É importante que o estudante tenha acesso à internet em casa ou no trabalho, tendo em vista que os cursos são à distância, por meio de uma plataforma on-line.

Neste 5º lote de matrículas, as vagas são para 73 cursos nas áreas de Administração, Gestão e Negócios, Segurança, Recursos Naturais, Produção Industrial, Produção Cultural e Design, Infraestrutura, Desenvolvimento Educacional e Social, Informação e Comunicação e Ambiente e Saúde.

À frente da Sedetur, o secretário Rafael Brito fala que as inscrições em União dos Palmares acontecem devido ao fluxo de turistas que tem aumentado na cidade, gerando oportunidades no setor.

“Com o reconhecimento da Serra da Barriga como patrimônio cultural do Mercosul e com novos voos internacionais chegando ao Estado, a gente prevê que o fluxo de turistas cresça na cidade, tão importante para o turismo em Alagoas. Por isso é importante que as pessoas aproveitem essa oportunidade do Pronatec para se capacitar e conquistar um espaço no mercado de trabalho, principalmente na cadeia produtiva do turismo”, explica o secretário Rafael Brito.

O Pronatec Voluntário EAD é uma iniciativa dos Ministérios do Turismo (Mtur) e da Educação (Mec), que oferecem cursos técnicos em todo o país. Mais informações no site http://pronatecvoluntario.com.br ou pelo telefone (82) 3315-1888.

Confira a lista de cursos ofertados:
  1. Agente Comunitário de Saúde
  2. Agente Comunitário de Saúde
  3. Agente de Alimentação Escolar
  4. Agente de Combate às Endemias
  5. Agente de Gestão de Resíduos Sólidos
  6. Agente de Limpeza Urbana
  7. Agente de Microcrédito
  8. Agente de Observação de Segurança
  9. Ajudante de Obras
  10. Almoxarife de Obras
  11. Almoxarife de Obras
  12. Amostrador de Minérios
  13. Assistente administrativo
  14. Assistente de Controle de Qualidade
  15. Assistente de Controle de Qualidade
  16. Assistente de Crédito e Cobrança Almoxarife
  17. Assistente de Faturamento
  18. Assistente de Logística
  19. Assistente de Recursos Humanos
  20. Assistente de Secretaria Escolar
  21. Assistente de Tesouraria
  22. Assistente Financeiro
  23. Auxiliar de Farmácia de Manipulação
  24. Auxiliar de Fiscalização Ambiental
  25. Auxiliar de Fiscalização Ambiental
  26. Auxiliar de Imobilização Ortopédica
  27. Auxiliar de Laboratório de Entomologia Médica;
  28. Auxiliar de Laboratório de Saneamento;
  29. Auxiliar de Laboratório de Saúde
  30. Auxiliar de Operação de Estação de Tratamento de Águas
  31. Auxiliar de Operação de Estação de Tratamento de Águas
  32. Auxiliar de Saúde Bucal
  33. Balconista de Farmácia; Auxiliar de Biotecnologia
  34. Cadista para a Construção Civil
  35. Comprador
  36. Cuidador de Idoso
  37. Cuidador Infantil
  38. Desenhista da Construção Civil
  39. Espanhol Básico
  40. Gestor de Microempresa
  41. Higienista de Serviços de Saúde
  42. Inglês Básico
  43. Inspetor de Qualidade
  44. Introdução a Libras
  45. Laboratorista de Materiais de Construção
  46. Laborista de Solos Auxiliar de laboratório de Saneamento
  47. Lactarista
  48. Libras – Básico
  49. Locutor-Apresentador-Animador
  50. Mensageiro
  51. Monitor do Uso e Conservação dos Recursos Hídricos
  52. Monitor do Uso e Conservação dos Recursos Hídricos
  53. Operador de Aterro Sanitário de Resíduos Sólidos Urbanos
  54. Operador de Aterro Sanitário de Resíduos Sólidos Urbanos
  55. Operador de Caixa
  56. Operador de Computador
  57. Operador de Explosivos em Jazidas
  58. Operador de Mina
  59. Operador de Produção de Fármacos e Medicamentos
  60. Operador de Produção em Unidade de Tratamento de Resíduos
  61. Operador de Tratamento de Águas e Efluentes
  62. Operador de Tratamento de Resíduos Sólidos
  63. Operador de Tratamento de Resíduos Sólidos
  64. Produtor de Cerveja
  65. Promotor de Vendas
  66. Recepcionista em Serviços de Saúde
  67. Recepcionista
  68. Reciclador
  69. Representante Comercial
  70. Vendedor
Fonte: Agência Alagoas / Texto: Thiago Tarelli

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Programação da festa de Nossa Senhora de Lourdes 2018... Rocha Cavalcante


Dia 16 / 02
Dil do Forró

Dia 17/02
Silvinho Santos / César Sales

Dia 18/02
Bonde do Swing

Dia 19/02
Carla Show

Dia 20/02
Forró Traçado

Dia 21/02
 Forró JM / Denis Carlos

Dia 22/02
Forró do look / Pitú e Banda

Dia 23/02
Missinho e Banda / Eduardo Pollozi

Dia 24/02
Forró da Sedução / Mourinha do Forró

Dia 25/02
João Lucas e Gabriel / Leandro Berá / Banda Fascínio

Leia também: 
Workshop gratuito de Danças Afro Brasileiras em União dos Palmares AQUI

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Workshop gratuito de Danças Afro Brasileiras em União dos Palmares



O Balneário Mirante das Águas, em parceria com a Rede CENAFRO de Afroempreendedorismo em Alagoas e a Cia de Teatro e Dança Afro Aiê Orum oferecem a Oficina de Danças Afro Brasileiras com o objetivo de presentear a comunidade de União dos Palmares/AL, uma oportunidade de contato com a cultura afro brasileira, através das suas principais manifestações: danças dos Orixás, samba de roda, dança afro contemporânea, samba reggae, maracatu, afoxé, relacionando ritmos e musicalidade ao contexto étnico, histórico e cultural.

Além de buscar o reconhecimento da arte e da cultura afro-brasileira, proporcionando um espaço de convivência, identidade local e autoestima.

Inscrição AQUI
Diego Bernardes Ayraiberu

Ser o professor do futuro - Atreve-te!

Com os avanços tecnológicos que vieram para facilitar o nosso dia a dia, pesquisadores do mundo digital estimam que, dentro de alguns anos, o nível de conhecimento da humanidade será dobrado a cada conhecimento da humanidade.

Pensando nisto, já imaginou como seria o professor do futuro?

A década entre o ano 2010 e 2020 pode ser considerada como a “década móvel”. O lançamento do iPad da Apple, em 2010, envolveu o surgimento de dispositivos móveis em cenários educacionais (tanto formais como não-formais) e, assim, a consolidação da “aprendizagem móvel” como uma das principais tendências pedagógicas do nosso tempo.

Esta corrente recebeu recentemente um novo ímpeto com a popularização da realidade virtual e das tecnologias de realidade aumentada, que também atingiram dispositivos móveis. Os dispositivos móveis oferecem cada vez mais uma série de características intrínsecas e possibilidades que levaram à sua rápida adoção por muitas escolas.

Os professores cada vez mais preocupam-se com a aquisição de uma série de princípios e critérios de caracter pedagógico para então serem capazes de projetar e avaliar as experiências de aprendizagem móvel. Esta será a garantia de que os docentes podem então ser capazes de integrar dispositivos móveis de uma forma educacional com cariz de intencionalidade pedagógica. Por outras palavras, o objetivo é que o aluno seja capaz de ver a aprendizagem móvel de uma perspetiva pedagógica e não como mera tendência ou moda.

Para ser um bom professor do futuro, por exemplo, será necessário ir além do conhecimento da sua área específica. Para acompanhar as transformações do universo educacional, o docente do futuro terá que desenvolver novas habilidades, além de aprimorar as que já possui.

Cinco serão as competências, no meu ponto de vista, que podem marcar a diferença no trabalho do professor do futuro, dentro e fora da sala de aula.

Ser entusiasta das novas tecnologias, estar conectado e ser multidisciplinar, ser bilíngue, promover a educação socio emocional e desenvolver sua inteligência emocional sendo que esta última é muito importante pois as emoções possuem um papel importante na aprendizagem dos alunos e nos relacionamentos que se formam dentro e fora da escola. Por isso, é necessário que os professores incentivem os alunos a lidar com suas emoções, educando-os para que se tornem aptos a controlar as suas angústias e medos e tirar o máximo proveito de outros sentimentos mais motivadores.

Contudo, para ensinar é preciso aprender. Para ajudarmos os nossos alunos a desenvolver a sua inteligência emocional, é fundamental que o professor desenvolva a sua própria. Usando estrategicamente a inteligência emocional, será possível desenvolver uma metodologia envolvente até mesmo para o mais pragmático dos alunos.

Mesmo sendo entusiasta das novas tecnologias precisamos ter em conta que há crianças que por caráter e educação acham mais difícil se conectar com suas sensações físicas e igualmente com a aprendizagem de novos conceitos e novas abordagens em sala de aula. Não os deixe desanimar, eles só precisam de mais tempo. Persista em incentivar esse treino, seja ele qual for, com carinho e entusiasmo. 

 Rosa Luísa Gaspar

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Como você pode colaborar com a escola pública? Uma proposta

A escola deve se abrir às contribuições dos cidadãos de todas as áreas na sala de aula ou na administração escolar.

A escola pública deve aproveitar o enorme potencial criativo da sociedade brasileira. Nas sociedades modernas, a escola está removida das exigências do dia-a-dia, o que dá espaço para a empreitada educacional e, mais tarde, para o ensino superior e a pesquisa. Entretanto, quando a distância é completa, a escola perde a razão de ser.

Vários fatores contribuem para que tenhamos hoje uma separação indesejada entre o ensino público e a sociedade como um todo. As secretarias de educação, que deveriam servir como ponte entre instituições naturalmente conservadoras e a sociedade em transformação, são de modo geral opacas e burocráticas. O divórcio social entre escolas públicas e privadas significa que pais com formação superior e profissionais liberais dificilmente frequentam a escola pública, resguardando-a de suas demandas e valores.

A regular entrada de novos professores poderia trazer novas idéias à escola, mas o ensino pouco prático das faculdades de pedagogia e cursos de licenciatura reduz essa possibilidade: muitos chegam à escola dispostos a resistir a mudanças, especialmente no que diz respeito a transformações no mundo do conhecimento. Para completar, apesar de iniciativas de valorização do ensino feitas por organizações não-governamentais, dedicamos pouca energia ao debate sobre educação, que compete com outros temas urgentes no diálogo nacional.

Alguns têm proposto a adoção de vouchers e charter schools, seguindo o exemplo americano. Vouchers são créditos públicos para a matrícula em escolas privadas, como o ProUni. Charter schools são escolas privadas apoiadas com recursos públicos, em geral com missões específicas. No Brasil, o governo de Goiás encontra resistências legais para delegar a organizações sociais a administração de escolas públicas. Essas parcerias com o setor privado, segundo seus proponentes, poderiam tornar o ensino mais eficiente, mas estudos sucessivos têm mostrado seu fracasso.

Como, então, integrar nossos alunos a uma sociedade que, mal ou bem, produz, cria, é democrática e dinâmica? Como fazer da escola um lugar interessante, que apresenta desafios reais, que trata os alunos como gente capaz? Como ajudar a sociedade a colaborar com a escola, da qual todos nós dependemos, seja como pais, como cidadãos ou como empregadores? 

Aqui vai uma proposta.

A escola deve se abrir às contribuições dos cidadãos, sejam eles profissionais liberais ou trabalhadores de quaisquer outras áreas, na sala de aula ou na administração escolar. Esses amigos da escola doariam seu tempo, na forma de aulas ou serviços, do mesmo modo como hoje já doamos a programas sociais cadastrados, recebendo em troca abatimentos em impostos. Vejamos algumas colaborações possíveis.

Um arquiteto poderia dar aulas sobre arte, sobre urbanismo, ou mesmo sobre o ofício de arquitetura, para jovens do ensino médio. Um falante de alemão poderia dar aulas desta língua ou de literatura alemã em português. Um padeiro poderia dar aulas sobre seu ofício ou sobre o gerenciamento de seu negócio. Ex-atletas poderiam compartilhar suas experiências com os jovens e explicar as dificuldades da profissão. Prestadores de serviços poderiam auxiliar em pequenos reparos. Aposentados com experiência gerencial poderiam auxiliar na administração escolar.

Essas doações de tempo teriam um efeito duplo. Em primeiro lugar, a escola se enriqueceria com a pluralidade de experiências humanas, abrindo horizontes para os jovens. Esse seria o objetivo imediato, aumentando o leque de opções profissionais, intelectuais e artísticas dos jovens e, portanto, dando sentido ao ensino como um todo, mesmo daquelas matérias menos atraentes aos jovens. Por exemplo, ver um arquiteto falando de sua obra pode estimular os jovens no estudo da matemática, que ganha valor concreto. Ouvir um escritor pode alertar para a importância da gramática, e assim por diante.

Em segundo lugar, a sociedade aprenderia mais sobre a escola e o debate público a seu respeito se tornaria mais simpático, mais sofisticado. Sairíamos das visões exageradas da professora abnegada e do grevista insensível e passaríamos a enxergar o professor da escola pública como profissional, que precisa de boas condições, que sofre com a burocracia e que pode se aprimorar. Acredito que muitas sugestões gerenciais simples sairiam dessa convivência, assim como demandas por transparência na gestão de recursos.

Essas contribuições seriam individuais, feitas por pessoas de profissões e momentos de vida distintos, dificultando a criação de grupos de pressão que em geral decorrem de colaborações entre público e privado. Mesmo que houvesse a compensação do abatimento de impostos, o caráter voluntário da ação seria preservado, pois ninguém poderia obter seu sustento desta atividade.

No caso específico de São Paulo, com a riqueza da sociedade civil organizada, da economia e em particular das comunidades de imigrantes, essas organizações poderiam apoiar a iniciativa, produzindo materiais didáticos e facilitando a vida dos voluntários com treinamento ou transporte. Mesmo o setor privado poderia colaborar. Por exemplo, uma corretora de valores poderia bolar um curso de educação financeira e estimular seus funcionário a serem voluntários, ou simplesmente publicar o material didático de tal modo que outros pudessem usá-lo. Em suma, o conhecimento agregado da sociedade seria canalizado para a escola, resgatando sua função primordial, que é exatamente transmitir aos jovens o que sabemos nós, os adultos.

São Paulo é uma cidade gigantesca. Alguns cursos poderiam ser oferecidos nos fins de semana, para estudantes da rede pública como um todo, em escolas próximas a estações de metrô, de tal modo que todos tivessem acesso a uma gama de oportunidades. Poderíamos ter, com investimento inicial mínimo, escolas interessantes, cheias de coisa, e ao mesmo tempo oferecendo horizontes profissionais aos jovens. Imaginem o encantamento dos jovens em ver à sua frente, falando com orgulho de seu ofício, um engenheiro, um veterinário, um cozinheiro, um programador?

A escola é o lugar onde uma geração entrega a outra o mundo que ela criou: é onde os adultos passam o bastão aos jovens. Por inúmeras razões, nós no Brasil passamos a ver na escola outras coisas: um local de redenção para nossos pecados, como se pudéssemos começar do zero, ou de comprovação de nosso fracasso, como se fôssemos impotentes para mudar. A escola é, entretanto, apenas um lugar de encontro entre duas gerações onde nada é transformado – e tampouco terminado. É um lugar de encontro, diálogo e continuidade. E não de apocalipse.

Esse projeto ajuda a resgatar a missão essencial da escola, perdida em LDBs (Leis de Diretrizes e Bases da Educação) e guerras culturais, a do encontro entre pessoas, algumas com experiências, outras com fome delas. Sei que você já está pensando quais cursos poderia dar e ficou com vontade de entrar agora numa dessas escolas e ver como é. Fale com a diretora da escola mais próxima, e depois com seu deputado ou vereador, e veja por onde começar.

Heloisa Pait é socióloga e professora da UNESP

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

É hoje...



Confira a programação completa com horários e locais de concentração:

Dia 12/02/2018 (SEGUNDA-FEIRA)
· 10h00 – Bloco da Cana – Várzea Grande
· 13h – Newton Folia – Quadra Z – Newton Pereira
· 17h – Os Quilombolas – Muquém
· 19h – Filhos do Morro – Padre Donald

Dia 13/02/2018 (TERÇA-FEIRA)
· 7h30 – Globo Folia – Super Globo BR 104
· 9h00 – Los Pariceiros – Escola Carlos Gomes
· 15h – A Gostosinha – Praça Frei Damião
· 15h – 8 Cilindros – Praça Frei Damião
· 18h – Bloco da Paz – Nova Esperança

Fonte: Secom União dos Palmares


 Dia 18
  Foto: Mario Jorge Melo

domingo, 11 de fevereiro de 2018

E agora, o que fazer?

E agora, o que fazer? Essa pergunta me veio à baila, antes e depois da aposentadoria por invalidez e em alguns dias que acordo um tanto quanto um pouco angustiada, por causa dos tombos e desequilíbrio.

A gente fica um pouco perdida, achando em certas ocasiões que não serve mais para alguma coisa, ou que perdeu os colegas de trabalho que tantas alegrias nos proporcionaram. Depois a gente foca em quem realmente se importa conosco.

Quando escolhi fazer jornalismo, o fiz por amor, acreditava que iria cobrir grandes eventos importantes e queria cobrir guerras, feito Euclides da Cunha, em Os Sertões. Era muita pretensão de uma adolescente sonhadora. Sempre primei pelo lado da responsabilidade social e pela área de humanas.

Na ocasião, enfrentei a indiferença da minha mamãe, que achava a profissão uma coisa de gente doida, fofoqueira, de maconheiros. E ela me vigiava de todas as formas para que eu não caísse nessa tentação de alguns amigos e da ocasião. Mas fui em frente.

Prestei vestibular quatro vezes, sendo a primeira para Medicina, para satisfazer a vontade dela, que queria ter um filho ou a filha nessa profissão, mas não era a minha praia. Os outros três eu prestei para Comunicação mesmo, mas para mim não era tão fácil. “Tico e Teco” sempre foram um pouco lentos, talvez já dando sinais da Ataxia.

Muitos amigos daquela época, ou quase todos, escolheram cursos considerados a nobreza e eu fui escolher Comunicação Social, habilitação em jornalismo, indo de encontro aos preconceitos daquela época. Mas os preconceitos sempre existiram e hoje avalio serem muito piores, apesar de estarmos no Século XXI.

Sempre gostei de fotografia, de escrever, fazer poesias e ler muito, além de fazer palavras cruzadas, com frequência e gostar muito de rua. 

Mas sempre pensei pela simplicidade. Essa era a minha rotina. 

Confesso que nunca gostei de tarefas domésticas, bordar como a minha mãe o fazia, cozinhar e outras prendas domésticas. Eu avaliava como inúteis para mim, que lia muito sobre o feminismo e queria me libertar daquelas amarras sociais. E isso, essa maneira de eu ser, causava muita estranhezas e incompreensão por parte de dona Antônia.

Avalio hoje, na maturidade e depois de tantos descaminhos, que fui injusta com ela e hoje eu me arrependo muito disso. Das minhas rebeldias, respostas grosseiras e indelicadas, apesar das limitações dela, que foi criada na roça e não entendia a rebeldia da filha.

Depois de fazer várias bobagens feitas na vida, hoje me vejo aposentada por invalidez e a profissão que sonhei desempenhar por muitos anos, tanto na área de reportagem de texto quanto de fotografia, desmoronar: foi encerrada de certa forma.

Eu não tinha mais condições emocionais e físicas de ir para a rua fazer reportagens, da pressão e estresse de uma redação, por conta da incoordenação dos membros, tombos e quedas. Tive que redirecionar minha rotina para outras coisas.

Agora pego dicas de fotografia na internet para me aprofundar no hobby tão querido, quero fazer um curso presencial, para fotografas mais enquanto posso, apesar das limitações, colocar minhas leituras em dia e pretendo viajar com frequência quando a situação financeira permitir. 

Mas as interrogações ainda permeiam minha mente, em alguns dias de pensamentos não muito positivos e me pergunto em algumas situações: e agora, o que fazer?