Pages

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Justiça suspende demolição de pontos comerciais da estação rodoviária de União


Através de um recurso especial, a Prefeitura de União dos Palmares conquistou na justiça nessa segunda-feira (30/10) a suspensão de uma ordem de demolição para 22 pontos comerciais localizados na estação rodoviária da cidade requerida pela Ferrovia Transnordestina há cerca de dez meses.

O procurador geral do município, Allan Belarmino, conseguiu o efeito suspensivo da decisão do TRF5 que demoliria os estabelecimentos comerciais. A empresa, detentora dos direitos da antiga rede ferroviária que funcionava no local, havia entrado com o pedido de reintegração de posse de área e demolição de qualquer edificação erguida pelos ocupantes.
A ordem iria ser executada em junho, mas decorrente da mobilização dos proprietários de pontos comerciais que habitam o local, em apoio da Prefeitura, teve embargo temporário na época. 
“Apoiamos, pelos meios legais, um movimento acima de tudo em prol do sustento de nossos trabalhadores que dependem da renda desses estabelecimentos para trazer o pão de cada dia para suas famílis.”, disse o prefeito Kil Freitas, que adiantou que já havia estabelecido um encontro para um acordo oficial agendado para o dia 7 de novembro, que vai ser sediado na 7º Vara. A população realizou protestos nas proximidades da região em junho, com a presença de representantes da prefeitura e do Poder Legislativo em favor dos proprietários.
De acordo com o procurador do município, o terreno pertence à prefeitura desde 1975, ano em que foi comprado. “A Transnordestina, que ficou com os direitos da antiga rede ferroviária, entrou com ação pedindo a demolição das barracas. Mas essa desocupação não poderia ocorrer, pois o terreno é do município”, afirma.
O pedido de demolição e desocupação passou pela 7ª Vara Federal do município, onde foi indeferido, porém, o pedido caiu para a 2ª turma do TRF 5, onde, em junho a decisão de demolição permaneceu.
O processo judicial foi movido pela Transnordestina e o pedido de reintegração foi concedido pelo desembargador Paulo Roberto de Oliveira, que preside a segunda turma do TRF 5ª Região.
Continua marcada uma audiência extrajudicial no dia 07 de novembro com a Transnordestina e o DNIT, para resolver, em definitivo, a permanência dos comerciantes que já estão há mais de 30 anos.

Fonte: Assessoria

Nossa cultura: Hoje é Dia do Saci

domingo, 29 de outubro de 2017

Blog JMarcelo Fotos: Sete anos de construção e conscientização ao pertencimento das origens


Hoje, domingo, dia 29, o Blog JMarcelo Fotos comemora 7 anos de atuação no município de União dos Palmares. O olhar do diário online sempre esteve voltado para as terras palmarinas, para seu povo e sua cultura.  

Desde a primeira postagem no dia 29 de Outubro de 2011, eu já mostrava o cotidiano de nossa gente, a exemplo dos moradores dos abrigos improvisados que viviam nas barracas de lona, depois que suas residências foram destruídas na enchente de 2010.  

Ao logo dos anos, eu tive o prazer de registrar em imagens (compartilhadas, e que são de domínio público atualmente) e palavras, motivos propícios que alegraram os conterrâneos de Zumbi dos Palmares; fotos de eventos que enalteceram nossa comunidade, como também foram registradas fases que deixaram os palmarinos envergonhados por causa da corrupção local.

Nestes 7 anos de muito expediente e desafios, em elaborar matérias para o dia seguinte, a recompensa vem em perceber que, de uma forma ou de outra, o Blog vem fazendo com que pessoas expressem opiniões que, de certa forma, trazem reflexões construtivas sobre os mais diversos aspectos de nossa sociedade.  

Meu objetivo é continuar "observando" a evolução da sociedade palmarina e, no futuro próximo, ver as próximas gerações desfrutando melhorias e reconhecendo a relevância étnico-cultural do nosso povo.  
José Marcelo Pereira da Silva

Blog JMarcelo Fotos Completa um Ano!!! AQUI


Blog completa 2 anos!!! AQUI


Blog JMarcelo Fotos completa 3 anos de sucesso! AQUI



Blog JMarcelo Fotos completa 4 anos divulgando o melhor do município de União dos Palmares!!! AQUI


E o que podemos comemorar nesses 5 anos? AQUI


6 Anos do Blog JMarcelo Fotos: Da sociedade palmarina, podemos esperar o quê? AQUI

sábado, 28 de outubro de 2017

'A escola deve ser o lugar de encontrar soluções para o mundo real', diz educador

Marc Prensky, criador de termos como 'nativos digitais', vem ao Rio para participar do evento Educação 360 Tecnologia

RIO — "As crianças precisam chegar ao futuro munidas de habilidades que as farão bem-sucedidas no terceiro milênio, e não equipadas para o mundo de ontem em que nós crescemos". Essa é uma das reflexões que propõe Marc Prensky, que estará no Rio em agosto para participar do evento Educação 360 Tecnologia. A tecnologia, ele diz, deu às crianças uma infinidade de novas capacidades, o que fez com que elas se tornassem muito mais empoderadas do que no passado. Os fins educacionais devem mudar: não se trata mais de buscar boas notas, mas sim de fazer do mundo um lugar melhor. “As crianças já estão fazendo isso: inventam aplicativos para diminuir a violência doméstica, usam impressoras 3D para fazer próteses, entre muitas outras coisas extraordinárias”, diz. Uma educação para as futuras gerações, ele frisa, deveria ser focada em realizações assim, ou seja, na busca por soluções de problemas do mundo real. Para tanto, são necessários novo currículo, nova perspectiva no uso da tecnologia, professores que precisam desempenhar um novo papel. O Educação 360 Tecnologia é uma realização O GLOBO e Extra, com patrocínio do Colégio PH e Fundação Telefônica, apoio da Unesco e Unicef, parceria de mídia da TV Globo, Canal Futura, revista Crescer, revista Galileu e TechTudo e colaboração do Instituto Inspirare e Porvir.

Uma das mudanças propostas no Brasil é a flexibilização do currículo do Ensino Médio, um modelo que permitiria aos estudantes escolherem uma área de conhecimento, com liberdade de optar pelas disciplinas que vão estudar. É um bom caminho?

Escolhas são sempre boas. Mas uma das minhas principais reflexões é que a escola não deveria estar relacionada a estudar, mas sim à capacidade de realizar. É sobre se tornar alguém que efetivamente pode fazer do mundo um lugar melhor. Se tivermos matérias, e elas estiverem encaixadas em cursos lineares, estaremos fazendo errado. E não importa que disciplinas sejam, apenas tê-las é ruim. O que podemos fazer é mirar em habilidades. Elas não seriam ensinadas em um curso, não haveria uma grade curricular formada a partir disso. São habilidades que as pessoas precisam ter a vida toda e que devemos fazer com que sejam boas nisso. Uma das melhores maneiras de se trabalhar essa ideia é fazer projetos. E, ao final de cada um deles, verificar com cada criança ou jovem: essa habilidade melhorou? Aquela outra apareceu? Como vamos trabalhar para desenvolver as habilidades que faltam no próximo projeto? A ideia de um curso que começa aqui e acaba ali não dá às crianças uma educação melhor. Elas não estão tendo uma escolha, de fato, mesmo que possam optar pelas disciplinas.

O senhor propõe que as escolas deveriam ir além das matérias tradicionais, substituindo-as então por habilidades como negociação, resolução de conflitos, gestão de projetos, empreendedorismo, foco, liderança, agilidade, entre muitas outras que lista em suas apresentações e livros. Como preparamos os professores para isso?

Como você prepara qualquer pessoa para o fato de que o que ela está fazendo se tornou obsoleto? É um grande problema, que não é exclusivo dos professores. Acontece também com os trabalhadores das fábricas, com os agricultores... Seu trabalho mudou. No caso dos professores, a quem damos a tarefa de educar nossos filhos enquanto trabalhamos, precisamos vê-los — e eles precisam se ver — não como “provedores de conteúdo”, já que essa é a parte que está desaparecendo, mas sim como pessoas que escolheram o papel de ajudar as crianças a realizar seus sonhos. Os professores muitas vezes se queixam quando falamos sobre o lado “pessoal” do seu trabalho, e não da questão do “conteúdo”, mas é isso que conta. Como pais, confiamos neles para auxiliar nossos filhos a ir tão longe quanto possível no mundo. Não no mundo acadêmico, mas no real. Isso significa conhecer cada criança intimamente e ajudá-la a descobrir suas forças e paixões e aplicá-las de forma que torne seu mundo um lugar melhor. Para essa criança, isso significa ter instrutores que veem seu trabalho como empoderador, para que ela leve seus sonhos a sério e trabalhe duro — não a partir de um conjunto prescrito de conteúdos, mas em projetos que aumentam suas habilidades e capacidades e melhoram o mundo.

A sua sugestão é que a escola deveria ser o lugar onde problemas do mundo real seriam resolvidos. E as próprias crianças seriam as responsáveis por trazer as soluções. A experiência de vida não é fundamental para apontar soluções para problemas?

Errado. Este é um grande mito. O Exército dos Estados Unidos fez todos os seus oficiais lerem “Ender’s Game”, um livro sobre um garoto que, sem bagagem de experiência, aparece com uma solução que nenhuma das pessoas mais velhas teria. A experiência pode ser útil, mas não há garantia de que as lições que as pessoas tirem dela sejam as mais adequadas. É preciso mostrar às crianças como elas podem confiar em sua criatividade e intuição, além de como fazer para aproveitar a experiência de outros.

Como e por que você começou a desenvolver essas ideias?

Eu gosto muito de crianças. E talvez eu hoje queira fazer por elas algo que não fizeram por mim no passado. Nós não somos bons para os mais novos e há tantas possibilidades de fazer melhor nas escolas... Só que não aproveitamos isso. Um exemplo: estava lendo um texto outro dia de uma pessoa que estuda currículo. Ela dizia: “Nós fazemos coisas na escola que estão relacionadas com o mundo real. Por exemplo, levamos as crianças outro dia para que andassem na vizinhança e entrevistassem os comerciantes”. O resultado dessa atividade é que, quando voltaram, todos os alunos escreveram seus relatórios. Eles diziam algo como: os comerciantes gostariam que as crianças fossem mais educadas. Pronto, acabou assim, escreveram seus relatórios. Isso é a tradição acadêmica. Mas, para mim, é apenas o início. Tudo o que elas fizeram foi identificar o problema. Desse ponto em diante, a escola, a educação e o trabalho deveriam seguir. A reflexão seria sobre como fazer com que as crianças fossem mais educadas nesta vizinhança. É assim que ajudamos as pessoas a se tornarem sujeitos que melhoram o mundo. Não damos a questão como encerrada em um trabalho acadêmico. Nós vemos o problema e fazemos algo para solucioná-lo.

O que os pais podem fazer em casa para compensar o fato de que a escola hoje não está educando crianças para o século XXI?

Há três perguntas que penso que todos os pais devem encorajar seu filho a pensar — não apenas uma vez, mas regularmente. Quais são os problemas que eu vejo no mundo e sobre os quais eu particularmente me interesso? Quais são os meus pontos fortes que poderiam ser aplicados para resolver esses problemas? O que eu amo fazer? Quando essas três coisas se juntam, você obtém uma pessoa altamente motivada que provavelmente irá conseguir muito.

Os termos “nativos digitais” e “imigrantes digitais”, criados pelo senhor, tratam de diferenças entre os que já nasceram com as tecnologias digitais presentes em suas vidas e aqueles que só tiveram contato com elas em sua vida adulta. Podemos usar essa reflexão para entender as diferenças entre professores e alunos em sala de aula. Essa lacuna geracional continuará a existir no futuro, mesmo quando todos forem “nativos digitais”?

As coisas sempre evoluirão, mas o que importa é o quanto o ambiente mudou recentemente, o quanto nossa relação individual com máquinas e tecnologia cresceu e o que isso significa para o resto de nossas vidas. Aqueles, jovens ou velhos, que não aceitaram essas mudanças são pessoas de uma era diferente. Nada desaparece totalmente, e sempre haverá pessoas com perspectivas antigas. Mas as novas coisas, os novos relacionamentos e as novas atitudes estão se tornando dominantes.

Como foi a sua vida escolar? Que experiências você viveu na escola e são fundamentais na sua vida?


Minha experiência na escola não foi o que poderia ou o que deveria ter sido. Eu consegui o que era considerada uma “boa” educação pública no ensino médio e, depois disso, uma educação privada de ponta, em Oberlin, Harvard e Yale. Tudo isso ajudou a moldar meu pensamento de muitas maneiras, mas não particularmente as minhas ações, os meus relacionamentos ou as minhas realizações. Na verdade, isso foi impedido: nunca pensei que poderia ser um escritor, que era o meu ponto forte, enquanto eu estava na escola. A escrita acadêmica era muito restritiva. Eu estava desajustado no colégio, ninguém sabia o que fazer de mim. Não consigo lembrar de um único professor que disse “Marc, com seus pontos fortes e perspectivas, eu recomendo que tente isso ou aquilo”. Muitas vezes, perguntamos às pessoas: “Quem foi seu melhor professor e como ele o ajudou?”. Isso é bom e faz os professores se sentirem bem. Mas a maioria só pode apontar para um ou dois, dos dez ou 50 que teve. Nós aprenderíamos muito mais se perguntássemos: “Quem foram seus piores professores e por quê?”

Fonte: O Globo

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Histórias de admirar: Ser Professor


Depois de passado um mês desde a partida para a terra dos sonhos, a aldeia da memória, de meu (para sempre) professor/ mestre Arnaldo Begossi, volto a escrever para a coluna Histórias de admirar. 

Peço desculpas aos leitores de O Pantaneiro pelo silêncio, mas, envolvido em luto que estava, não tive condições de deixar meu coração entristecido falar. Ele ainda quer ficar quietinho, encolhido e, apesar disso, justamente para celebrar a profissão que escolhi para seguir vida afora, decidi voltar à escrita. 

Ser professor... Vejo tantas definições, ideias, “achismos”, afirmações eloquentes e fico imaginando o que, afinal, somos. Não somos super-heróis, com certeza, embora a atitude da professora de Janaúba, Minas Gerais, salvando suas crianças do fogo, nos leve a crer que ali, com certeza, houve um ato de heroísmo e de bravura! Ser professor é equilibrar-se em uma tênue e frágil corda bamba, procurando não deixar cair nem a si mesmo e nem àqueles que são conduzidos pelo mestre pelos caminhos do conhecimento, pelas florestas de símbolos, códigos, representações. 

Um mediador... Ninguém nunca irá nos substituir, sejam plataformas digitais, programas de tele-educação ou outras parafernálias modernas quaisquer. Somos imprescindíveis? Eu me atreveria a afirmar que sim, embora possa parecer arrogância misturada à soberba. Temos poderes que muitos de nós desconhecemos, tais como o de tocar profundamente alguém sem lhe encostar um dedo sequer! É muito bom saber que depois de uma aula (bem dada/ participada) os alunos/ aprendizes irão para casa (que pode ser uma mansão ou uma palafita) e se perguntarão sobre o mundo que os rodeia, questionando-o, questionando-se, desnaturalizando o que lhe parecia tão natural, mas que não passa de construção histórica e social. 

Pelas minhas mãos já passaram tantas gentes, algumas mais abertas, outras tão fechadas ao conhecimento, enfim, pessoas buscando seu próprio lugar no mundo, de um jeito muito próprio. Um professor toca, transforma, pergunta (mais do que responde), questiona, vai às raízes (por isso pode ser chamado, às vezes, de radical), não se conforma com o superficial, com o raso! Não somos infalíveis, porém muitas vezes nos esquecemos disso (e quem nos cerca também). 

Não, caros leitores, aqui não pretendo ficar listando lamúrias, referindo-me ao quanto ainda somos desvalorizados, financeira e socialmente, e blá, blá, blá... Prefiro, ao invés disso, recordar o que me fez desejar seguir essa carreira, o desejo de poder transformar a minha própria vida (material, espiritual) e a de meus alunos/ aprendizes. 

Eu, que não tive filhos biológicos, que não tenho “herdeiros” com a minha cara e a cara de “seo” João, hoje sei que serei eterno! 

Ser professor é eternizar-se na memória daqueles com quem convivemos diariamente, de quem somos mais do que educadores/ mestres. 

Ser professor é saber – muitas das vezes com muito pouco – encantar, tomar pelas mãos os ouvintes/ videntes/ pensantes e levá-los aonde se quer, trazendo-os de volta à realidade para que seja questionada, desconstruída, sonhada, reconstruída, transformada em algo melhor do que foi/ era. É também ser o portador de uma chama a ser transmitida a outros, para que eles a carreguem consigo, ajudando tantos a se libertarem do breu da ignorância, da intolerância, do desrespeito, da violência. 

Alguns se perguntarão: –  Giovani, que otimismo todo é esse? Não sei se o nome é otimismo, caros leitores, mas sei que tenho uma boa dose de esperança no ofício escolhido ainda na tenra infância e que faço todos os dias – alguns mais, outros menos – minha “profissão de fé”! 

Ser professor é ser pássaro “adulto” que se despe das penas, às vezes com dor, e as oferece a outros passarinhos, ainda “jovens”, “crianças”, para que aprendam a voar e adquiram suas próprias asas e alcancem seus sonhos, até que chegue o dia de partir para a terra dos sonhos, a aldeia da memória. 

Ser professor é ficar, para sempre, na memória!

Giovani José da Silva

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

"Ter União dos Palmares como cidade é melhor ainda!" Por Pedro Henrique


O Distrito de Rocha Cavalcante é o lugar onde vivo desde pequeno, e que tive momentos muitos bons que lembro até hoje. É considerado um lugar pequeno, mas está dentro de um município grande e rico em cultura. 

Aqui é calmo e ótimo para se viver. O ponto negativo é que não existem oportunidades de empregos para sua comunidade. Por não haver serviços, esse é o motivo de algumas famílias viajarem para outros estados do País, em busca de uma vida melhor.

Porém, alguns fatos bons posso destacar, como, a localidade não ser violenta, não haver tantos homicídios e roubos como em outras cidade, etc. E ter União dos Palmares como cidade, é melhor ainda!

Pedro Henrique, aluno do 9 Ano "A", da Escola Municipal Dr. Antonio Gomes de Barros.

Alagoas terá o I Encontro de Maracatus de Baque Virado em novembro


Em 2017 completa-se 10 anos do ressurgimento da manifestação cultural maracatu no Estado de Alagoas e para celebrar este marco, atendendo uma demanda crescente de retomada da identidade afro-alagoana, o grupo Maracatu Baque Alagoano realiza o Encontro de Maracatus de Baque Virado – Maceió 2017.

De 18 a 20 de novembro, estarão reunidos Mestres, batuqueiros, estudiosos e ainda o público em geral, interessado em conhecer e aprender mais sobre maracatu, a história e cultura negra no estado.

Serão dois dias – 18 e 19 de novembro – de apresentações, vivências, oficinas, debates e reflexões sobre a manifestação artístico-cultural maracatu, abrindo espaço também para outros folguedos alagoanos, na Praça Multieventos, Praia de Pajuçara, integrados à programação do Mês da Consciência Negra no estado.

No dia 20 de novembro, o Encontro de Maracatus de Baque Virado sobe a Serra da Barriga para celebrar o Quilombo dos Palmares e a resistência negra ao longo dos séculos, em um dos lugares mais icônicos desta história.

O Encontro de Maracatus de Baque Virado – Maceió 2017 também vem para disseminar o Maracatu de Baque Virado por meio da agregação espontânea de grupos em rede, utilizando como ferramentas de socialização a musicalidade, a estética artística e a história do maracatu, a exemplo de eventos similares que ocorrem em outros estados, destacando Alagoas neste cenário.

Coordenado pelo Maracatu Baque Alagoano enquanto também um evento que celebra seus 10 anos de fundação, o Encontro reúne aqueles que estudam e vivenciam o maracatu, suas histórias e seu aspecto de resistência, já que o maracatu é uma das manifestações culturais mais antigas registradas na cultura afro-brasileira.

As inscrições para o Encontro de Maracatus de Baque Virado serão abertas em breve – as vagas são limitadas para 200 participantes. 

Para acompanhar as informações e novidades do evento, basta acompanhar o Maracatu Baque Alagoano em seu blog (maracatubaquealagoano.blogspot.com.br), Facebook (facebook.com/baquealagoano) e Instagram (@baquealagoanomaracatu).

Fonte: Assessoria

sábado, 21 de outubro de 2017

Seminário da Reforma: Celebrando os 500 anos da Reforma Protestante em União dos Palmares

Qual é a programação?

No próximo domingo, 22/10, a Igreja Presbiteriana do Brasil e a Siló Igreja Cristã, promoverá o Seminário da Reforma em celebração pelos 500 anos da Reforma Protestante do século XVI. 

O evento será realizado no auditório da Prefeitura de União dos Palmares, iniciando às 13:30h com a abertura do Seminário e já as 14:00h a primeira aula. Ao todo serão 6 aulas.

SOBRE OS PRELETORES

Já estão confirmados como preletores:
- Pr. Eduardo Damaceno (presidente da Siló Igreja Cristã/Belo Horizonte);
- Rev. César Pereira (pastor da IPB em União dos Palmares);
- Pr. Roberto Waisman (pastor da Igreja Graça Maior/Belo Horizonte)
- Pr. Robson Baeta (pastor da Igreja Bíblica Nova Aliança/Maceió)
EVENTO.

A entrada é franca e aberta ao público em geral. Você cristão evangélico, independentemente de sua denominação, é convidado a celebrar esse momento conosco.

Grandes coisas o Senhor tem feito por nós nesses 500 anos.

#EuVou
#500Anos
#SeminarioDaReforma

Movimentos Agrários entram na disputa das terras da Usina Laginha

A história das terras que envolvem a massa falida das usinas Laginha, pertencentes ao grupo João Lyra, ganha novo capítulo após a intervenção do Movimento Sem Terra (MST) e Movimento Via do Trabalho (MVT). Durante toda a semana, os trabalhadores realizaram mobilizações na capital pedindo a reforma agrária e remarcação da região.
O coordenador do MST, José Roberto, lembrou que muitas famílias dependem da economia da região e que uma das soluções seria aproveitar as terras para a agricultura local. “Está se pensando nas dívidas e cobradores, mas se esquecem das famílias que dependiam das usinas”, disse.
O líder do movimento cobra que os trabalhadores sejam ouvidos, antes da venda por completa da massa falida.
A polêmica surge junto com uma audiência pública realizada pelos juízes Leandro de Castro Folly, Phillippe Melo Alcântara e José Eduardo Nobre Carlos que discutiu a proposta feita pelo Grupo Cambuí, de Minas Gerais, para compra das terras pertencente à Massa Falida da Laginha Agroindustrial, do Grupo João Lyra.
Para Paulo Scaff, superintendente da Superbid, empresa encarregada de realizar os leilões dos bens da Massa Falida da Laginha, a proposta de R$ 80 milhões ficou bem abaixo do que a usina vale. Ainda segundo ele, é importante ouvir outras empresas interessadas na compra.
O Grupo Cambuí propôs pagar 58% do valor da última avaliação do bem, o que daria algo em torno de R$ 82 milhões. Metade seria dada à vista e a outra metade paga em cinco anos. “A proposta da empresa se relaciona à última avaliação, que apontou o valor da usina como sendo de cerca de R$ 141 milhões. Em 2013, apresentamos proposta de R$ 211 milhões, justamente o valor da avaliação feita na época, mas até a presente data isso nunca foi decidido no processo”, explicou.
O superintendente disse também que, se a proposta de compra for rejeitada, o leilão da usina pode ocorrer já na segunda quinzena de novembro com seis interessados. “Esperamos que seja ratificada a venda da usina pelo leilão. Se o Grupo Cambuí quiser fazer uma oferta, que o faça dentro do leilão. O objetivo é trazer o maior número de compradores para que se maximize o preço. Isso trará mais resultados para o falido, credores e todos os envolvidos”, disse.
Diante da situação, os movimentos ligados aos trabalhadores do campo prometem chama a atenção das autoridades para serem ouvidos. “Os grandes conglomerados são o alvo desse leilão, deixando de lado a classe camponesa”, disse o representante do MST.
Os juízes que estão à frente do processo da Massa Falida devem decidir sobre a proposta. “Vamos deliberar sobre qual vai ser o próximo passo. Se a proposta vai ser submetida à apreciação da Assembleia Geral de Credores ou se prosseguiremos com a venda por meio do leilão. Até o final desta semana a decisão constará nos autos”, afirmou o juiz Phillippe Melo.
Quem também está de olho é a Cooperativa Pindorama de Coruripe e o assunto chegou até o governador do Estado, Renan Filho (PMDB). A proposta foi apresentada ao governante durante reunião na Cooperativa da Pindorama, que contou com o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), Helder Lima.
Nos bastidores, o chefe do Executivo Estadual já teria se reunido com o Tribunal de Justiça que sinalizou interesse em fazer com que a usina gere renda, mas tudo dependeria do leilão que está tramitando.
Anteriormente, outro leilão foi realizado entre 26 de julho e 14 de agosto deste ano, onde outros bens da Laginha foram vendidos. Um apartamento, localizado no bairro da Ponta Verde e avaliado em R$ 650 mil, foi arrematado por R$ 395 mil.
A aeronave modelo EMB-820C Carajá, ano 1985, avaliada em R$ 345.500, recebeu lance de R$ 324.300. Já a sala e a garagem no prédio "Avenue Center", no Centro de Maceió, receberam avaliação de R$ 145 mil e foram vendidas por R$ 95 mil.
A falência do grupo sucroalcooleiro foi decretada em 2012, mas desde novembro de 2008 a Laginha encontrava-se em recuperação judicial.
O valor arrecadado no leilão está depositado em conta judicial, vinculada ao Juízo da falência. Ele será usado para pagamento de credores, fornecedores de serviços, instituições financeiras e tributos fiscais.
Fonte: Arapiraca News

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

União dos Palmares dá apoio a Conselho da Área de Proteção Ambiental

O conselho discute ações e propostas para a contenção ao desmatamento e preservação das áreas ambientais, unindo forças com representantes das regiões correspondentes para a articulação deste trabalho

União dos Palmares participou da formação do novo conselho gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) da cidade de Murici, onde o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Afrânio Mendonça, e o Coordenador Municipal da Defesa Civil, Sargento Alex, irão fazer parte deste conselho para representar União, já que a região da Serra dos Frios faz parte das áreas de atuação da APA.
A cerimônia de posse do novo conselho ocorreu na Secretaria de Educação do município de Flexeiras nesta quarta-feira (18/10), reunindo representações da Secretaria do Estado do Meio Ambiente e Recursos hidricos de Alagoas (SEMARH), Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Estação Ecológica (ESEC), entre outras de atuação ambiental. Presença ainda da prefeita de Flexeiras, Maria Isabel Costa.
O conselho discute ações e propostas para a contenção ao desmatamento e preservação das áreas ambientais, unindo forças com representantes das regiões correspondentes para a articulação deste trabalho. “O objetivo primordial de uma APA é a conservação de processos naturais e da biodiversidade, orientando o desenvolvimento, adequando as várias atividades em prol da causa. Temos uma área rica em biodiversidade em nossa região palmarina que faz parte da APA de Murici, a Serra dos Frios”, explicam o secretário Afrânio e o Sargento Alex.
*Secom União

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Curso de Novos Educadores Populares - Núcleo Alagoas

Nos próximos dias, 19 a 21 de outubro de 2017, a Rede de Educadores Populares, Rede de Jovens do Nordeste - RJNE/AL, FETAG,  UFAL e CESMAC estarão realizando a primeira etapa do curso de novos educadores populares do núcleo Alagoas. A formação contará com a participação de 40 cursistas de todo o Estado de Alagoas.

As oficinas serão no centro social da FETAG no Bairro da Jatiúca em Maceió. Os cursistas irão se formar em Educadores Populares a partir de uma discussão Popular e Freiriana.

De União dos Palmares, estarão participando Thamires Cruz - Grupo de Feminismo do IFAL, Djalma Roseno - AGRUCENUP e o cientista social Marcelo Oliveira, da cidade de Murici, Erick Fernandes da Pastoral da Juventude do Meio Popular - PJMP.

O Wellington Ferreira (WICCA), do município de União dos Palmares, está como organizador e coordenador desse curso pela Rede de Jovens do Nordeste - RJNE/AL, junto com outros EDUCADORES do Estado de Alagoas.

O convite aos Educadores e Educadores Populares que tenham interesse em vivenciar formação metodológica no âmbito das práticas educativas, este é o momento de participar.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Resenha do Livro O Que Você Sabe Sobre a África?

Sinopse: O livro presta um serviço esclarecedor mostrando uma linha do tempo desde o surgimento do primeiro ser humano no mundo à exploração que a nação africana sofreu durantes séculos por outros continentes e povos. Os leitores irão fazer uma viagem ao continente africano e descobrir uma sociedade rica em técnicas e culturas que influenciou o mundo.

A Editora Fronteira e a Fundação Cultural Palmares ao publicar o livro O Que Você Sabe Sobre a África? mostram aos leitores o PIONEIRISMO dos africanos em diversos serviços, tais como: Técnicas no extrativismo, agropecuária, construções de residências, pirâmides, universidades, escritas, poderosos reinos etc. Ao longo dos capítulos, o leitor vai saboreando as histórias de surgimentos de reis e rainhas que comandavam impérios poderosos, por exemplo, Cartago, a cidade mais rica do mundo.

O eurocentrismo sempre pregou a superioridade da ração branca e se empenhou em propagar que os negros eram inferiores. As instituições de ensino e governos deram sua contribuição em apresentar obras didáticas em que a Europa era “civilizada” e que outras nações aprenderam a ser com eles.

A África sempre foi apresentada aos estudantes como exportadora de escravizados, comunidades pobres e doentes terminais, algo que faz parte do imaginário coletivo do brasileiro. Até hoje pessoas afrodescendentes são recolocadas em subempregos, moradias precárias e expostas à violência devido a essa herança colonial.

É na África que o profeta Maomé funda a religião Islamismo e que anos depois de dividem em Xiitas e Sunitas. A crença se espalhou por muitos países africanos e para outras pátrias mundo afora.

O capítulo III fala diretamente da venda “LEGAL” de milhões de negros nos mercados dos países ditos civilizados, os capitalistas europeus viam nesse comércio lucrativo e vantajoso as chances de aumentarem cada vez mais de suas fortunas. A Inglaterra só deixou de comercializar escravizados quando iniciou a Revolução Industrial e não mais precisava do tráfico de negros para continuar a ser uma potência da época.

Entre guerras e extorsões que o povo afro vivenciou, eles tiveram forças para recuperar sua independência através de líderes como Mandela, Associações, o Congresso Nacional Africano e sociedade que se uniram e não aceitaram o Apartheid e que atualmente briga por direitos civis e não aceita mais o racismo.
   

José Marcelo Pereira da Silva
Professor 

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Reportagem Especial: Conheça a História do distrito de Rocha Cavalcante em União dos Palmares

O Rocha Cavalcante, leva o nome do agropecuarista José da Rocha Cavalcante, antigo dono da Usina Serra Grande e da Fazenda Guanabara. 


Contam alguns historiadores que por volta de 1890, o distrito já era habitado e a partir da divisão administrativa referente ao ano de 1911, recebeu seu primeiro nome: “Barra do Canhoto”, por ser banhado pelo rio Canhoto que tem sua nascente na cidade de Garanhuns-PE

No ano de 1894, foi inaugurada a Estação Ferroviária. Os trens transportavam cargas e também passageiros de Pernambuco até Alagoas. Em 1980, os trens que transportavam passageiros deixaram de circular na região, somente sobraram os trens de subúrbios de Maceió e Recife que percorrem as duas pontas da linha. A empresa Transnordestina que hoje é a responsável pela linha ferroviária havia feito os reparos cabíveis para que o trem de carga voltasse a circular, porém a catástrofe causada pela enchente foi tamanha que, em vários trechos da nossa região, os trilhos saíram do lugar, impossibilitando a volta do trem de carga.

Em 1900, o distrito começa a crescer em habitações, famílias de tradição e de nome influente na sociedade. Moravam aqui: a família do senhor Juvenal Mendonça, Joaquim Ferreira de Lima, Faustino Leão, Firmino Revoredo, Benedito Correia de Lima, entre outros.

A economia era movimentada pelas usinas açucareiras, fazendeiros e comerciantes. A feira livre era enorme. Vinha gente de toda a região, tanto para comprar como para vender suas mercadorias. A cultura local era valorizada e realizada pelas próprias famílias. Tinha guerreiro, pastoril, quadrilha, bailes, carnaval de salão e cavalhada. Tudo era muito bem organizado. Todos os participantes se esforçavam para estar sempre bem apresentáveis nas festividades. Com relação à religião, havia apenas a igreja Assembleia de Deus e a igreja Católica que realizava a festa de Nossa Senhora de Lourdes, a qual era bem diferente das festas atuais; tinha apenas novenas e a tradicional procissão.

Os meios de transportes eram trem e cavalos. A energia era através de motores a óleo diesel. Esses motores ficavam em uma casa vizinha ao Grupo Escolar Antônio Gomes. As luzes eram apagadas às 22h00 e os moradores eram avisados para que preparassem os candeeiros.

Nessa época, aqui não havia escola. As famílias de melhor poder econômico mandavam seus filhos para estudar em outras cidades, ou pagavam a uma professora para ensiná-los. Anos depois, o desenvolvimento começa a chegar a passos lentos.  Na década de 40, foi construída a 1ª escola estadual, a qual foi destruída pela enchente de 1969.

Pela Lei nº 1473, de 17/09/1949, o distrito de Barra do Canhoto recebeu o nome de Rocha Cavalcante, em homenagem ao senhor José da Rocha Cavalcante, antigo dono da Usina Serra Grande e da Fazenda Guanabara. Contam que ele dava muita assistência ao povo da antiga Barra do Canhoto. Mandou construir uma enfermaria, que funcionava com enfermeiros e médicos para atender aos seus empregados e a quem mais precisasse. Na verdade, ele era uma espécie de chefe do lugar. Contam também que sua esposa foi quem trouxe a imagem da padroeira do Distrito de Rocha Cavalcante, Nossa Senhora de Lourdes.

Com a morte de José da Rocha Cavalcante, seu filho Carlos da Rocha Cavalcante assumiu o posto de chefe. Anos depois vendeu a usina Serra Grande e a Fazenda Guanabara e foi embora para o estado da Bahia. Depois de sua saída, as famílias de tradição continuaram a história. Logo depois da enchente de 69, os padres do Canadá construíram a Vila Papa Paulo VI em 100 dias, para amparar os desabrigados.

No ano de 1975, o prefeito da época, Dr. Manoel Gomes de Barros construiu o Grupo Escolar Dr. Antônio Gomes de Barros que tinha apenas duas salas de aulas e funcionava no horário matutino e vespertino de 1ª a 4ª séries; sendo as primeiras professoras: Alódia Oliveira e Dolores Marques. Por volta de 1993, a escola foi ampliada pelo prefeito da época, José Praxedes e passou a funcionar no turno noturno como Escola Cenecista Adélia da Cunha Machado Pedrosa, atendendo aos alunos da 5ª a 8ª séries. Em 1998, o turno noturno passou a funcionar como extensão da Escola Municipal Mario Gomes de Barros. Em 2006, a Escola Dr. Antônio Gomes de Barros passou a funcionar nos três turnos, atendendo aos alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Dr. Antônio, quando prefeito, construiu a praça central e fez o calçamento das ruas do Comércio, rua Vespasiano Franco e rua Joaquim Correia de Lima.

Em 1983, foi inaugurado o posto de Saúde Joaquim Correia de Lima, no prédio onde funcionava o antigo cinema que tinha por dono o senhor Biu Correia. Também foi construída uma creche que funcionava em frente à estação ferroviária e teve como primeiras funcionárias: Claudete, Jane, Ednúzia, Cicera e a senhora Belanizia que era a diretora.

Nessa mesma época os meios de comunicação começaram a chegar aqui. Um posto dos correios e um posto telefônico da antiga telasa. Foi aberto um Cartório de Registro Civil. Também já houve aqui uma extensão da empresa de ônibus São Geraldo.

No ano de 2007, na administração do ex-prefeito José Carrilho Pedrosa, os moradores veem um sonho esperado por todos: todas as ruas foram calçadas, as praças foram reformadas e a estrada que dá acesso à cidade de União dos Palmares foi asfaltada e colocou também uma torre de celular que atualmente se encontra desativada.

Pedrosa foi o prefeito que mais trabalhou pelo povo do referido Distrito. Ele sempre falava do carinho que sentia pelo povo e pelo lugar, já que o mesmo teve suas raízes ali. Infelizmente, um infarto fulminante provocou sua morte, em 29 de julho de 2007,deixando saudades principalmente nas pessoas mais carentes, as quais ele costumava ajudar. 

Atualmente, a economia é movimentada através da usina Serra Grande (São José da Laje), Prefeitura Municipal de União dos Palmares, Associação dos Taxistas de União dos Palmares,  comerciantes, autônomos e a feira livre que ultimamente está cada vez menor. A cultura está esquecida. As escolas locais tentam resgatá-la. A festa da padroeira Nossa Senhora de Lourdes cresceu muito e foi bastante modificada com: atrações musicais, parque de diversões entre outros. A mesma atrai antigos moradores que se mudaram para outras cidades como também pessoas de toda a região da Zona da Mata. Os meios de comunicação são: correios, telefones fixos e internet.

O número de religiões aumentou muito, além da Assembleia de Deus e da Católica tem ainda: a Igreja Batista, Maranata, Pentecostal  da Bênção de Deus e Congregação Cristã no Brasil.

Pessoas que se destacaram ou que ainda se destacam em Rocha Cavalcante:

Na Política: Benedito Correia de Lima (prefeito, vice-prefeito, vereador e presidente da Câmera de Vereadores, immemórian), José Tavares Irmão (vereador, immemórian), Antonio Aragão (vereador), Benedito José dos Santos (vereador), Lucas da Silva Correia Basílio (vereador) e José Lourenço da Silva (vereador atual e presidente da Câmera de vereadores).

Artistas: Sandro Becker, Evaldo do Vale, Antonio Sanfoneiro, Manoel Anjo Faustino da Silva (Léo Ângelo), Malandrinhos do Forró.

Artesãos: Luzenilda e Alexandro Pires.

Enchentes que marcaram Rocha Cavalcante: enchente de 1940, de 1969, de 1989, de 2000, de 2010; esta causou muita destruição e deixou centenas de desabrigados que hoje residem no Conjunto Residencial José Carrilho Pedrosa.

Estação Ferroviária. Sul de Pernambuco (1894-1901)
Great Western of Brazil Ry. Co. (1901-1950)
Rede Ferroviária do Nordeste (1950-1975)
Foto: J. Marcelo Pereira
 RFFSA (1975-1996)


A estação de Rocha Cavalcante foi inaugurada em 1894. No início se chamava "Barra do Canhoto", já que a ferrovia, nesse trecho, corre ao lado do Rio Canhoto.

Fonte: União dos Palmares "Aqui tem História"
Maria Elizabete de Oliveira Silva